Os Espíritos são de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado.
As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são ilimitados em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais.
Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos, exemplo, Jesus e os anjos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão a terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza.
Cada Espírito tem o poder de praticar o bem, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Com relação aos Espíritos de segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, uns possuem a ciência, outras a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas.
Os da terceira categoria não são todos essencialmente maus; uns há que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que malignos, que se comprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem.


Perguntas:
1- Quais as três ordens de espíritos e suas classificações?
Primeira ordem: Os puros Espíritos, exemplo, Jesus e os anjos.
Segunda Ordem: os espíritos que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina.
Terceira Ordem: os espíritos que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza.

2- De um exemplo de espírito de 2° ordem, dentro da nossa casa espírita.
Mãe Maria e Doutor Mario, praticam somente o bem, mais tem missões e provas para cumprir. Possuem a ciência, a sabedoria e a bondade.

3- Os espíritos da 3° ordem são todos maus? Por quê?
Não são todos essencialmente maus; uns há que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo.

triangulo das 3 ordens dos espíritos
Escala Espírita
A classificação dos espíritos baseia-se no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de desfazer-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta características definidas. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes apagam-se, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou também como nos
diferentes períodos da vida do homem.
A escala espírita é, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos espíritos.

Resumo da Escala para Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos
Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam.

Quadro Caracteristicas da Classe dos Espíritos 3º Ordem
Caracteres gerais – Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes.
Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.
Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal, mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, sentem prazer em fazer o mal, e ficam felizes quando tem uma oportunidade de praticá-lo.
Seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, as suas idéias são pouco elevadas e mais ou menos desprezíveis os seus sentimentos.
Todo o espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem.

Podem compor cinco classes principais:
Décima classe – espíritos impuros – São inclinados ao mal, de que fazem o objeto das suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos falsos, sopram a discórdia e a desconfiança e mascaram-se de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos por conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.
Nas manifestações, dá-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos espíritos como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. As suas comunicações exprimem a baixeza dos seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo esse papel, e acabam sempre por se traírem.
Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem mostram-se propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a traição, a hipocrisia, a cobiça, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas.

Nona classe – espíritos levianos – São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os espíritos vulgarmente tratados por duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos espíritos
superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.
Nas suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é repetida, espirituosa, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e apreciam-nos, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.

Oitava classe – espíritos pseudo-sábios – Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos, sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir, no que diz respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa do reflexo dos preconceitos e idéias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais profundos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.

Sétima classe – espíritos neutros – Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da humanidade, quer no que dizer respeito à moral quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

Sexta classe – espíritos batedores e perturbadores – Estes espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente a sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos,
agitação do ar, etc. Parecem ser os agentes principais das atribulações dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra.

Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa ocasional, ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente. Todos os espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada deixam-nos, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

Perguntas:
1- O que você entende por transição insensível?
São os limites das mudanças que não podem ser vistos, sentidos, assim como as cores do arco-íris. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes apagam-se, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou também como nos diferentes períodos da vida do homem. Exemplo o adolescente não sente a mudança para a fase adulta.

2 – Qual a característica da 3° ordem?
Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes.

3 – Aqueles que não fazem o mal, mais não praticam o bem, são considerados de qual classe?
Sétima classe – espíritos neutros. Alguns não fazem o bem nem o mal, mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade.

4 – Qual a finalidade que os espíritos impuros se ligam ao homem?
Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos por conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.

5 – Como se conhece a manifestação dos espíritos impuros?
Nas manifestações, dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos espíritos como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual.

6 – Os espíritos impuros, quando encarnados, quais suas características?
São propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a traição, a hipocrisia, a cobiça, a avareza sórdida.

7 – Quais as principais características dos espíritos levianos e o que eles causam?
São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas.

8 – Porque os espíritos da 8° classe são chamados de pseudo-sábios?
Porque tem conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem.